segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Revista Brasileira de Cancerologia 2017; 63 (2)

Este volume traz 3 artigos originais, um relato de caso, um resumo de tese, uma resenha, e dois resumos da II Jornada de Profissionais em Saúde de Nível Médio do INCA.
Dois artigos originais são dedicados aos cânceres de mama e colorretal. Embora sejam cânceres de ocorrência frequente no país, poucos estudos são realizados em regiões de baixa densidade populacional (Amazonas) e municípios fronteiriços (Foz do Iguaçu)> A análise de aspectos como mortalidade, incidência e morbidade podem contribuir com a elaboração de políticas e programas específicos para essas localidades.
Cerca de metade dos rumores renais são identificados como massas incidentais em exames de imagem. No terceiro artigo original, são levantados os aspectos clínicos, os fatores de risco e as complicações operatórias de 178 pacientes submetidos à nefrectomia parcial para retirada de tumores identificados por exames de imagem.
Os avanços recentes na proteômica permitiram o desenvolvimento de novos testes diagnósticos e medicamentos, em especial na área da oncologia. O relato de caso explora a utilização de um inibidor de tirosina quinase (TKI) em carcinoma medular de tireoide metastático.
O resumo de tese aborda um tema de grande interesse, mas pouco explorado na área da saúde, que é a satisfação do cliente. Vários instrumentos de aferição da satisfação do cliente com os serviços oferecidos têm sido elaborados por organizações internacionais e, portanto, a tradução e validação desses instrumentos são essenciais para aplicação em nosso meio.
A resenha do livro "Death of Cancer", do renomado oncologista norte-americano Vincent T. DeVita Jr., reacende a antiga discussão sobre o fim do câncer como doença. Embora o relato do livro seja referente a um contexto diferente do brasileiro, a leitura traz alguns elementos importantes para o debate do controle do câncer no cenário nacional.


Alguns artigos abaixo:
Tendência da mortalidade por câncer colorretal no Estado do Paraná e no Município de Foz do Iguaçu, 1980 a 2013

Aspectos clínicos e patológicos do câncer de mama em mulheres jovens atendidas na FCecon entre 2003 e 2013

Uso de sorafenibe em carcinoma medular da tireoide metastático: relato de caso

Disponível em: Revista Brasileira de Cancerologia 2017; 63 (2)

quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

História, Ciências, Saúde - Manguinhos 2018; 25 (3)

Cuando estábamos ajustando los detalles de este número de la revista para enviar a la imprenta, imágenes atroces remecieron a Brasil y a una buena parte del mundo: un aterrador incendio consumió, en pocas horas, una parte importante del bicentenario Museo Nacional. Un colega de otro país de América Latina me escribió diciendo que le parecía como el incendio de la Biblioteca de Alejandría.
Realmente lo fue, sobre todo para historiadores de la ciencia, pero también para antropólogos, lingüistas, científicos sociales, historiadores y otros investigadores que trabajaron y trabajaban con sus colecciones únicas. Una tragedia impensada también para profesores, técnicos y estudiantes cuya vida profesional estaba asociada al valiosísimo Museo. Un acontecimiento desastroso que va a marcar la historia cultural de Brasil y de toda América Latina y que será registrada como una desgracia inolvidable para la cultura mundial.
De cualquier manera, para muchos de nosotros será difícil aceptar lo que el fuego se llevó. Puede ser que ni el tiempo nos consuele o aplaque nuestra ira. A pesar del dolor,tenemos la obligación de pensar en soluciones a corto y largo plazo.
Otro asunto trágico que ocurró antes que esta revista fuera a la imprenta, y que nos hace pensar nuevamente en la muerte como un desastre, pero también como una obligación de reconstruir nuestras vidas profesionales después de una desgracia, ha sido la muerte de Jean Gayon, uno de los más destacados historiadores y filósofos de la ciencia. 

Alguns artigos:








terça-feira, 9 de outubro de 2018

História, Ciências, Saúde - Manguinhos 2018; 25 (supl.)

En los últimos años, los studios sobre el desarrollo internacional de la eugenesia han cobrado un impulso particular. En elcontexto centardo en Europa mediterránea y en Latinoamérica, los trabajos precursores de Nancy Stepan (1991), Anne Carol (1995) y Raquel Álvarez Peláez (1999) permitieron abrir una especie de "caja de Pandora" al detectar fuentes y construir nuevas miradas sobre fuentes ya conocidas. En efecto, merced al impactode sus trabajos pioneros fue generándose un creciente interés en el campo de la investigaciónde esa "ciencia del cultivo de la raza", y, desde los años 1990, los estudios sobre eugenesiadejaron de concentrarse exclusivamente en el mundo anglosajón y en su relacioón unívoca conlos totalitarismos del período entreguerras.
Los textos aqui reunidos revelan una diversidad metodológica y de objetos dde estudio, coexistiendo historias que abordan perfiles biográficos; libros y sus recepciones; movimientos contraculturales; organizaciones e instituciones normalizadoras con aquellas que exploran la presencia de la foucaultiana microfísica del poder.
De este modo, los trabajos conforman una constelación de aportes que interpelan a esta versión mediterránea y latinoamericana de la eugenesia, cuyas características incluyen las estrategias dirigidas a identificar, clasificar, jerarquizar y excluir la otredad. Con ese fin se persiguió la utopía de alcanzar una sociedad homogénea y armónica, eliminando el azar del proceso reproductivo de los seres humanos. Los diálogos entre Iglesia Católica y saberes científicos otorgarían singularidad al devenir de la eugenesia en esta región del mundo, convirtiéndola en un capítulo importante en la historia del siglo XX. Contribuir a ello ha sido el propósito de este número especial.

Alguns artigos:


quinta-feira, 4 de outubro de 2018

História Ciências, Saúde - Manguinhos 2018; 25 (2)

Nas páginas de História, Ciência, Saúde - Manguinhos, os leitores encontram trabalhos que ajudam a pensar sobre o estigma entre os indivíduos diagnosticados com certas patologias, possibilitando aproximações com o HIV/Aids. Também há artigos que refletem sobre o lugar do discurso médico no enquadramento de comportamentos e identidades, incluindo aqueles referidos a sexualidade e papéis de gênero. Nosso periódico também já publicou estudos sobre o lugar do discurso midiático no debate público sobre ciências, doenças e terapêuticas. Não é de hoje que jornais e revistas de grande circulação influenciam as discussões e percepções sobre os dramas sociais, entre os quais as doenças costumam ganhar destaque. Convido-os a visitarem nossas edições de maneira a se municiarem de instrumental crítico para exame dos eventos e processos que nos atingem. É dessa forma que História, Ciências, Saúde - Manguinhos pode cumprir a função de veículo vivo de conhecimento, em vez de acúmulo de escritos cuja visita valeria apenas por interesses estritos de pesquisa. Por ingênua ou datada que possa soar a crença no poder transformador do conhecimento, vale reafirmar a convicção de que ele representa componentes seguro para entrevermos na penumbra.

Alguns artigos:

A experiência com arte na Colônia Juliano Moreira na década de 1950

A importância da perspectiva histórica para o pensamento social em saúde: a contribuição de Madel Luz e Emerson Merhy

Epidemias e colapso demográfico no México e nos Andes do século XVI: contribuições da biologia evolutiva

Disponível em: História, Ciências, Saúde - Manguinhos 2018; 25 (2)

quinta-feira, 12 de julho de 2018

Revista de Manguinhos 2017; 38

A presente edição da Revista de Manguinhos tem como reportagem principal um especial com mais de 30 página que aborda, sob os mais diversos aspectos e vieses, a educação na Fiocruz. A edição conta a origem dos cursos de aplicação, ainda dos primórdios do instituto de Manguinhos, sob o incentivo de Oswaldo Cruz, comemora o credenciamento da escola de Governo  da Fiocruz e a regulação da pós-graduação lato senso e o destaque obtido na avaliação  da coordenação de aperfeiçoamento de pessoal de nível superior (capes), recorda a trajetória da Escola Nacional de Saúde  Pública e da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio e seus respectivos projetos políticos pedagógicos, aborda os desafios da escola corporativa e relata outros projetos e iniciativas vitoriosos da Fiocruz na educação.

Alguns artigos:



segunda-feira, 9 de julho de 2018

Epidemiologia e Serviços de Saúde 2017; 26 (4)


"Neste ano em que celebra seus 25 anos, a Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil (RESS) alcançou importantes conquistas. Após sua indexação na base MEDLINE®, no final de 2016,1 em 2017 foi indexada nas bases bibliográficas Scopus, Embase (ambas da empresa Elsevier) e Emerging Sources Citation Index (ESCI, um novo indexador da Web of Science, da empresa Clarivate Analytics). Estas indexações marcam o início de um novo período para a RESS, com maior alcance e visibilidade internacional. Outra conquista relevante da RESS em 2017 foi o alcance da 18ª posição no ranking do Google Acadêmico, entre todos os periódicos científicos publicados em língua portuguesa no mundo. A cada ano, a RESS vem subindo neste ranking, no qual ocupou a 33ª posição em 2016. Além disso, a RESS foi classificada no estrato Qualis B2 pela comissão de avaliação da área da Saúde Coletiva da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), na avaliação referente ao quadriênio 2013-2016.2 Com estas conquistas, a RESS se posicionou entre os principais periódicos da área da Saúde Coletiva no Brasil e no mundo. A capacidade de comunicação científica da RESS também foi incrementada. Em 2017, a RESS inaugurou seu blog (disponível em: https://revistaress.blogspot.com.br/), sua conta na rede social Twitter e logrou incremento considerável no número de seguidores na rede social Facebook (disponível em: https://www.facebook.com/ress.svs), que superou a marca de 5 mil seguidores. Neste ano, também foram realizadas duas edições do Prêmio RESS Evidencia, concernentes aos melhores artigos publicados nos anos de 2015 e 2016. Ao encerrar um ano de conquistas e celebrações, a RESS publica artigo especial que busca empreender uma revisão de sua história, desde sua criação em 1992, como Informe Epidemiológico do SUS (IESUS), passando por sua transformação em revista, em 2003, até o momento atual.3 O estudo em pauta descreveu os assuntos abordados e a abrangência geográfica das instituições de vínculo dos autores dos artigos publicados no IESUS (1992-2002) e na RESS (2003-2016); e mapeou as políticas e estratégias editoriais da RESS nas seguintes áreas de foco: educação, informação, comunicação, corresponsabilidade e antecipação.4 Ao revisitar o passado, a RESS lança seu olhar para o futuro. A revista foi alicerçada sobre sólidas bases, com destaque para sua vinculação institucional à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde (SVS/MS), bem como para a composição de seu Corpo Editorial, que inclui membros internos e externos à SVS/MS. Estas características possibilitaram a continuidade da revista em seus 25 anos de existência, com a garantia de sua autonomia editorial e a adoção dos mais elevados padrões editoriais e éticos na publicação científica. Futuramente, sua equipe continuará trabalhando para que a RESS permaneça no exitoso caminho de crescimento e aumento da visibilidade, e se consolide no meio editorial nacional e internacional como periódico de caráter único, que privilegia a divulgação do conhecimento epidemiológico aplicável aos serviços de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde do Brasil e promove uma importante aproximação entre esses serviços e a academia."

 Alguns artigos:

quinta-feira, 28 de junho de 2018

Epidemiologia e Serviços de Saúde 2017; 26 (3)

"Neste número, a Epidemiologia e Serviços de Saúde: revista do Sistema Único de Saúde do Brasil (RESS) publica a versão em português das diretrizes sobre Equidade de Sexo e Gênero em Pesquisa (Sex and Gender Equity in Research - SAGER), em atendimento a sua política de promoção da integridade na pesquisa e na publicação científica.
A equidade de sexo e gênero é um dos aspectos fundamentais a serem considerados nos estudos epidemiológicos, uma vez que o sexo e o gênero são importantes determinantes da saúde. Geralmente, o sexo é classificado como feminino ou masculino, enquanto o gênero engloba um espectro de definições sobre como os indivíduos se identificam e expressam seu gênero. Ou seja, sexo é um atributo biológico, enquanto gênero refere-se a identidades socialmente construídas. O gênero influencia a maneira como os indivíduos se percebem, se comportam e se relacionam, além de estar relacionado à distribuição de recursos e poder na sociedade.
No último Dia Internacional da Mulher, a editora multinacional Elsevier publicou relatório sobre gênero no cenário global da pesquisa, contendo resultados de análises de dados bibliométricos da base Scopus. Brasil e Portugal se destacaram por serem os países onde, de 2011 a 2015, as mulheres constituíram a maior proporção da população de pesquisadores (49%) entre os 12 países estudados. Não obstante os avanços observados nos indicadores relacionados ao gênero na pesquisa e na publicação, no conjunto das áreas de pesquisa, as mulheres tiveram um volume de produção menor do que os homens, embora o impacto medido em termos de citações e acessos a artigos - indicadores que podem ser interpretados como reflexo da qualidade da produção - seja similar. Além disso, as mulheres tiveram menor participação do que os homens em artigos com colaborações internacionais e menor mobilidade internacional do que eles.
No Brasil, as mulheres são maioria na pós-graduação. Dados da Coordenação de Desenvolvimento Pessoal de Nível Superior (Capes) revelam que, em 2015, 55% do total de matriculados e titulados em cursos de mestrado e doutorado eram mulheres. Segundo estatísticas do CNPq, no mesmo ano, foi atingida a igualdade entre sexos na distribuição de bolsas de pesquisa no Brasil, com 50% delas concedidas a mulheres e a mesma proporção a homens. Contudo, a distribuição de bolsas de produtividade em pesquisa permanece bastante desigual. No mesmo ano, as mulheres receberam somente 35,5% do total de bolsas de produtividade e 24,6% daquelas de nível 1A. Esse fenômeno, observado globalmente, é denominado "telhado de vidro", e remete à existência de uma barreira à ascensão das mulheres na carreira acadêmica, bem como à invisibilidade das mulheres no meio.
Na área da saúde, as mulheres são maioria na pós-graduação. Em 2015, elas foram beneficiárias de 68% das bolsas de pós-graduação concedidas pelo CNPq nesta área. Essa proporção, com representação feminina de aproximadamente dois terços, também é observada nos indicadores referentes aos artigos submetidos e publicados na RESS. Em 2016, as mulheres representaram 72% do total de autores dos artigos submetidos (N=1809), 66% do total de autores dos artigos publicados (N=441) e 72% dos revisores ad hoc (N=209). Valores semelhantes foram observados em anos anteriores (2013-2015). O monitoramento das desigualdades de gênero na pesquisa e na publicação científica é fundamental para subsidiar políticas voltadas a seu enfrentamento. Aparentemente, a participação feminina na RESS tem refletido na participação na pós-graduação na área da saúde.
Embora as desigualdades de gênero venham recebendo atenção crescente e, especificamente na área da saúde, assim como na epidemiologia, o número de mulheres tenha superado o de homens, ainda existem  barreiras importantes para a participação feminina na pesquisa e na publicação, dado que os avanços necessários têm sido demasiadamente lentes. Nesse contexto, reitera-se o papel dos periódicos científicos, e de todos os envolvidos na publicação científica - editores, revisores, financiadores e autores -, para a promoção da qualidade e da transparência dos estudos publicados, assim como para a promoção da equidade de sexo e gênero para além da pesquisa e da publicação científica, de modo que toda a sociedade seja beneficiada"

Alguns artigos: